Porque é que os aviões caem?

“Senhores passageiros, sejam bem vindos ao voo. Em nome da Transparência Airlines, pedimos sua atenção para algumas instruções de segurança. Primeiramente gostaríamos de parabenizar os corajosos passageiros situados no fundo da aeronave, já que em caso de acidente sua chance de sobreviver é a mínima possível. Durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deverá ser mantido na posição vertical, ou não haverá possibilidades de evacuação, uma vez que as poltronas da classe econômica são tão apertadas que impossibilitam a mobilidade dos passageiros em caso de emergência. Se sua segurança fosse uma de nossas prioridades todos os assentos deveriam estar no sentido contrário ao movimento. Metade do ar da cabine é reciclado. Isso significa que enquanto economizamos combustível você poderá sofrer uma queda de oxigênio no seu sangue, o que o fará entrar em constante estado de sonolência. Mantenha o cinto de segurança afivelado durante toda a viagem, ou você poderá ser vítima de turbulência (que apesar de inofensiva, mata cerca de 25 passageiros por ano). Lembramos também que o assento de sua poltrona é flutuante, algo que é praticamente irrelevante se levarmos em conta que a probabilidade de sobreviver a um pouso na água é quase nula (geralmente o avião explode antes de bater na água). Obrigada por terem escolhido a Transparência Airlines, e tenham todos uma boa viagem.”

Nenhuma companhia aérea faria tais revelações aos seus passageiros, tendo em vista que, mesmo se tratando de um dos meios de transporte mais seguros do mundo, os aviões também falham. As recentes tragédias como a da Malaysia Airlines (2014) e Air France (2009) comprovam que nada é 100% seguro. Estudos realizados por diferentes especialistas revelam as principais causas dos acidentes envolvendo grandes aviões.

Despressurização

Quanto maior for a altitude, mais rarefeito será o ar. A reduzida resistência ao ar em grandes altitudes permite ao avião obter mais velocidade com menor gasto de combustível. Por essa razão, os aviões comerciais trafegam a 6.84 milhas (ou 11 km) de altura. Nessas condições, a pressão atmosférica é muito baixa, reduzindo a oferta de oxigênio. Desse modo, os aviões são equipados com uma tecnologia que comprime o ar atmosférico e o lança dentro da cabine: a pressurização. Nos casos de despressurização, as máscaras de oxigênio devem ser liberadas rapidamente para evitar a morte dos passageiros. Diferentemente das mortes por afogamento ou outros tipo de sufocação, das quais é possível resistir por alguns minutos, a despressurização pode matar em até 15 segundos.

Despressurizacao

Falha estrutural

O avião pode perder partes de sua estrutura durante o voo (asa, leme ou outras), por falhas em sua manutenção, o que leva determinadas peças ao desgaste. Modelos em perfeito estado também podem sofrer danos ao longo do trajeto, em função das manobras efetuadas pelo piloto. Forças gravitacionais muito intensas põem em risco a integridade da fuselagem. A resistência dos aviões à força G é uma preocupação constante da indústria aeronáutica. Jatos modernos têm controladores de ângulo, velocidade e trajetória que minimizam este tipo de risco.

estrutural

Pane nas turbinas

A pane nas turbinas é geralmente ocasionada por pássaros, e não por falhas mecânicas. Entre 1990 e 2007, houve mais de 12 mil colisões entre aves e aviões. As turbinas são projetadas para suportar alguns tipos de pássaros. Caso o avião perca uma de suas turbinas, poderá seguir o voo usando apenas uma. Porém, se a colisão ocorrer no momento da decolagem, ou se ambas as turbinas forem afetadas há sérios riscos de acidente.

turbinas

Falha nos computadores

Vitais na segurança dos voos, os computadores de bordo também podem sofrer avarias, desligar ou apresentar um comportamento errôneo, por danos ou problemas no software.

computadores1

Falha humana

As tragédias aéreas são provocadas, na maior parte dos casos, por uma sucessão de erros. Em 60% dos casos esses erros incluem falha humana.

pilotos

Turbulência

Há uma corrente que diz que a turbulência não derruba aviões, já que aviões modernos têm instrumentos que permitem detectar com antecedência as zonas turbulentas. Porém, um estudo realizado pela Federal Aviation Administration (FAA) revela que entre 1992 e 2001 houve 115 acidentes fatais em que a turbulência esteve envolvida, deixando 251 mortos. As vítimas eram passageiros que estavam sem o cinto de segurança e foram arremessados contra o teto a até 100 km/h.

turbulencia

Pane hidráulica

Os controles do avião dependem do sistema hidráulico, uma rede de canos que liga o cockpit às partes móveis do avião. Esses canos estão cheios de fluido hidráulico, uma espécie de óleo. Quando o piloto executa um comando, um sistema de bombas comprime esse óleo e o deslocamento do líquido movimenta as chamadas superfícies de controle. São as peças que controlam a trajetória do avião, como o leme e os flaps. O sistema hidráulico é de suma importância para os aviões. Aviões modernos têm três: um principal e dois de reserva. Por esse motivo a pane total é muito rara. Contudo, se os três sistemas hidráulicos falharem, o avião perde totalmente o controle.

fluidos

Fonte: SuperInteressante

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